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Blog Cyntia
Oi Pessoal!!! Meu nome é Cynthia Macedo, tenho 29 anos, sou advogada e esclerosada. Atualmente moro em Balneário Camboriú – Santa Catarina, mas sou uma mistura de pernambucana, mineira e catarinense. Fui diagnosticada com Esclerose Múltipla no início de 2014 e, junto com o impacto da doença, veio uma vontade enorme de compartilhar informações e experiências de qualidade com aqueles que, assim como eu, buscam na internet as respostas para as dúvidas do dia-a-dia. O Blog (www.EMparaLeigos.com) me mostrou que não estou sozinha em minhas angústias, e que tenho muito mais a aprender com os meus leitores do que a ensinar.

Eu sou uma daquelas pessoas “sortudas”, que não precisou passar por inúmeros médicos e exames para fechar o diagnóstico da Esclerose Múltipla. No fim do ano de 2013 comecei a apresentar uma vertigem estranha, que durava cerca de 3 segundos, com uma falha na perna direita. Logo pensei: “é só estresse, vai passar”. Tive um ano de muitos altos e baixos, trabalhei que nem uma doida e aquilo me parecia um sinal para que eu acionasse o freio. Mas não era…

Aquela vertigem, que vinha uma vez ao dia, passou a ser constante, e então a perna e o braço direitos pararam de me obedecer. Como era fim de ano, não consegui consulta com nenhum neurologista da região (sim, eu já deconfiava que minha cabeça não estava muito legal), e também não queria ir para o pronto socorro, pois certamente me dariam um remédio para enjoo e me mandariam pra casa.

Foi então que, consultando meus sintomas na internet, vi que poderia ter labirintite ou Esclerose Múltipla. Lógico que preferi acreditar no mais comum (e menos assustador) e procurei um otorrinolaringologista. Depois de tentar me estabilizar para fazer mais exames, sem nenhum sucesso, o otorrino solicitou uma ressonância magnética de urgência, e o laudo já veio com a malfadada conclusão. Meu otorrino não me enrolou e deu logo o diagnóstico: “Cynthia, você tem Esclerose Múltipla (\\\\"crying\\\\"), e agora deve procurar um neurologista. Não tenho como fazer mais nada por você”.

O neuro, por sua vez, depois de alguns exames clínicos, concordou com o otorrino e decidiu me internar para a tal pulsoterapia. Fui internada com paraplegia do lado direito, labirintite, diplopia, formigamento e dormência na face e colo. Com muito corticoide, fisioterapia, fono e paciência, meus sintomas regrediram quase que na totalidade. Hoje convivo apenas com a fadiga (cruel!), um pouco de dormência e formigamento.

Não é bom conviver com uma doença crônica e imprevisível como a Esclerose Múltipla, mas hoje, eu e a Esclerosinha (apelido mais que carinhoso), nos damos bem. Eu não a subestimo, mas também não a deixo tomar conta da minha vida. Em contrapartida, ela me respeita e faz com que eu viva com mais equilíbrio.

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