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Eu me chamo Fabiana Dal Ri Barbosa, mas me chamam de Fabi. Tenho a EM como companheira desde 2007 e desde entao iniciei o tratamento. A vida com esclerose multipla, me fez compreender muito de mim mesma e das coisas que acontecem a minha volta. Para trocar experiencias com outros pacientes e divulgar sobre a doença, em 2009 criei um blog onde conto um pouquinho dessa mulher - menina romantica, que adora escrever e traz informações sobre a EM. Sou pensadora demais, sonhadora também, porém realista e determinada. Menina - mulher que deseja que o mundo seja mais gentil!!!!

O ano era 2006 o mês março, eu já havia voltado da faculdade e no apartamento que estava morando com o meu namorado (atual marido) tive uma crise de tontura como jamais tivera antes.

A partir desse dia nunca mais minha vida foi à mesma. Todos os dias uma sensação diferente, tontura, náusea, formigamentos, perda de sensibilidade dos membros, fraqueza e acrescentando uma sensação de insegurança enorme.

Os médicos que procurei na época diziam que o meu problema era emocional ou então uma depressão causada por estar dando aula numa escola da periferia, mas isso era incabível para mim, portanto não fiquei me entupindo de medicamentos.

Foi o ano inteiro eu me arrastando sem saber o que estava acontecendo comigo até que em janeiro de 2007 eu comecei a perder a visão. Quem se lembra do César personagem de Antônio Fagundes em Amor a Vida? Eu não podia nem assistir a novela que me remetia aquela lembrança ruim de um momento terrível em minha vida.

O dia que acordei com um borrão negro no olho esquerdo, o olho direito enxergando pela metade e a luz me incomodando demais foi que o médico na época sugeriu uma ressonância magnética de urgência. O próprio ligou na clínica em Ribeirão Preto e o marcou.

Com a ressonância em mãos passei pela consulta, ele juntou todos os sintomas que demonstrei no ano anterior e a sugestão que o laudo da ressonância magnética dava e concluiu o diagnóstico: Esclerose Múltipla.

A primeira pergunta do meu pai que me acompanhava na consulta, foi se eu ficaria senil. A minha foi se era aquela doença que você envelhecia rápido…rs

A ignorância sobre a EM era tamanha que fomos indicados por um amigo a ir pra São Paulo consultar com um médico especialista. Esse que é o meu doutorzinho até hoje.

Quando cheguei a seu consultório com uma folha de papel sulfite A4 frente e verso com anotações das coisas que senti em todo o ano de 2006 ele me parabenizou por ter feito essas anotações e me explicou cada sintoma que lá se encontrava.

Me examinou e fechou o diagnóstico: Esclerose Múltipla

Explicou o que era a doença, que havia medicamentos pra segurar os seus surtos e que quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento melhor seria o prognóstico.

Eu confesso que saí do seu consultório feliz da vida, afinal eu tinha uma solução para os meus problemas. Agora eu sabia de onde vinha tudo que eu sentia e me incapacitava de fazer tudo que eu precisava fazer e o melhor era que tinha um tratamento a seguir.

Claro que o que veio depois não foi tão tranquilo assim, mas hoje sei que era necessário e que “se estamos na chuva é pra se molhar”.

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